segunda-feira, 12 de maio de 2014

Cattleya dowiana (Aurea)




Cattleya [C.] dowiana (syn. Cattleya dowiana var. aurea)

Originária da Costa Rica, norte da Colômbia, e, possivelmente Panamá.
Nestes locais as plantas crescem em árvores muito altas, geralmente com luz forte porém filtrada, em grandes galhos na copa da árvore ou em ramos que pendem sobre a água.
Elas são encontradas geralmente nas encostas das montanhas que estão voltadas para o Caribe. Quando foram descobertas pela primeira vez na Costa Rica, as plantas cresciam nas encostas do Pacífico. O habitat das Cattleyas unifoliadas na Colômbia é descrita por "Arango" em (Orquídeas nativas da Colômbia volume 1) como a seguir. " Elas crescem nas encostas das montanhas entre 600-1600 m. acima do nível do mar, em pontos onde a brisa sopra constante, as noites são frias , mas o Sol do meio-dia é quente. No início da manhã as florestas são coberta pela névoa por causa da alta umidade , mas depois há Sol abundante ; chove frequentemente , quase todos os dias , e na chamada estações secas o orvalho pesado umedece as raízes de orquídeas agarradas a galhos de árvores ou espalhadas sobre rochas ."

Planta epífita, simpodial (de crescimento lateral, onde as brotações são na sua base ao invés do ápice), atinge um tamanho médio em torno de 35cm.
Os pseudobulbos possuem em média 15 cm, e as folhas que são de formato ovalado, e de um verde mais claro 20 cm, (raramente passam dos 25cm).
A Inflorescência que sai de uma bainha verde, geralmente fica entre 7 cm e 10cm.

As flores que são de tamanho grande variam e podem chegar até a 18 cm de diâmetro. Com textura aveludada elas exalam um perfume muito agradável principalmente pela manhã. Pétalas e sépalas são do mesmo comprimento, mas as pétalas franzidas são de 2 a 3 vezes a largura das sépalas.
A coloração é algo de maravilhoso, pois o amarelo das sépalas e pétalas contrastando com o rubro do grande labelo é magnífico.
A variedade Aurea da Colômbia é considerada superior ao da Costa Rica, pois o amarelo é mais profundo e mais limpo nas pétalas, e os veios no labelo são mais marcantes e atraentes.

O cultivo desta planta não é muito difícil, ela prefere temperaturas não inferiores a 15ºC à noite e em torno de 30ºC durante o dia.
Umidade relativa do ar em torno de 70-80%. Se estiver em região muito fria (sul) onde os invernos são rigorosos, terá um pouco de trabalho.
Eu cultivo a minha em sombreamento de 50%, pulverização de água no ambiente três vezes ao dia (irrigação automática) e rega 2 vezes/semana devido ao clima ser muito seco na região.
O vaso utilizado é de plástico e o substrato é um mix de casca de pinus, chips de côco e carvão.
Uma coloração verde-amarelada em suas folhas e pseudobulbos é desejada, mas cuidado para não confundir com desidratação da planta.







segunda-feira, 21 de abril de 2014

Gomesa [Gom.] varicosa (syn. Oncidium varicosum)





Oncidium varicosum Lindl., Edwards's Bot. Reg. 23: t. 1920 (1837).
Gomesa varicosa (Lindl.) M.W.Chase & N.H.Williams, Ann. Bot. (Oxford) 104: 398 (2009).

Conhecido popularmente como "pingo de ouro", "chuva de ouro", o Oncidium varicosum ou Gomesa varicosa, (não vamos nos prender muito ao nome, pois nem os botânicos sabem muito bem o que eles querem), é encontrado em Minas Gerais, São paulo e Goiás. Estas plantas crescem principalmente nas árvores em locais bem ensolarados, ribeira e locais pantanosos.
É uma planta de pequeno/médio porte, seus pseudobulbos ovalados  e enrugados pela idade, tem em média 10 cm e as folhas 20 cm de comprimento.
A haste floral que é longa, em torno de 80 cm, pode em alguns casos chegar a até 1,5 m., na maioria das vezes esta se curva devido a ser fina e não suportar o peso das flores. Algumas hastes chegam a se dividir em várias outras secundárias, fazendo da planta um belo arranjo natural. A maioria dos orquidários comerciais colocam tutores para ajudar na sustentação das hastes  fazendo o arranjo ao seu gosto, porém os colecionadores costumam deixar a natureza fazer a parte dela e deixam a planta livre.


Planta com tutor para sustentação

A floração da Gomesa varicosa é abundante, geralmente duas ou mais haste florais contendo muitas flores, estas podem em algumas plantas passar das cem facilmente. As flores são pequenas e dificilmente passam de 4 cm (a não ser na variedade rogerssi  que apesar de ter hastes menores a flor é um pouco maior).
As flores possuem sépalas e pétalas de tamanho muito pequeno, possuindo coloração listrada “amarronzado” e que passam por muitos desapercebidos. A notoriedade está no grande labelo amarelo com detalhes em “marrom-avermelhado”, devido a este formato muitos também apelidaram popularmente de “bailarina”.


Ainda não tão comum de ser encontrado em orquidários comerciais, existe a variação “Baldim”. Este se difere principalmente pela cor praticamente preta nas sépalas e pétalas, assim como em lugar do marrom-avermelhado no labelo.

No cultivo, dê preferência a colocá-lo em tocos de madeira ou tronquinho de árvore. Apesar de comercialmente serem vendidos em vasos de plástico estes não são muito de seu agrado, pois se regado constantemente, a probabilidade de se perder a planta por apodrecimento das raízes é muito grande.
Se plantado em tronquinho de árvore, tronco de xaxim bruto ou placa de peroba regue as raízes frequentemente (em dias de calor e verão), e verá que o enraizamento será muito rápido.
Procure manter a sua planta em um ambiente sombreado não menos que 60% e não mais que 75%; Alta ensolação diminui a floração, e ainda causa queimaduras nas folhas com consequente perda de beleza.







domingo, 20 de abril de 2014

Exposições de orquídeas 2014 (CAOB)



Tabela Oficial da Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil


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