sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cattleya Ken Dream



Gênero: (C)Cattleya (nome atualmente aceito pela RHS/KEW)
              (SLC) Sophrolaeliocattleya (Sander).
Variedade: Hamlet

A Cattleya Ken Dream foi registrada por Kenji Shimatani (Tokyo, Japan) em 02/12/1992, é um cruzamento entre Cattleya Persepolis x Cattleya Beaufort.(colocar foto das duas).

'Ken Dream' é composta por espécies dos quais a maioria é de alta luminosidade e pequena porcentagem é de luminosidade média, sendo assim é melhor tentar cultivar este híbrido em condições de muita luz, porém indireta. Um sombreamento entre 25% e 50% são os mais indicados para este cultivo.

As espécies que originaram a Ken Dream pertencem a temperaturas intermediárias, então a cultive em temperaturas entre 14°C e 25°C se possível, e umidade em torno de 60 %.
Este híbrido é bem flexível, cabendo a nós tentarmos uma condição mais próxima possível da citada acima para obtermos maior sucesso em seu cultivo.

Substratos podem ser bem variados ela não é muito exigente com eles também: casca de pinus, xaxim desfibrado, mix de fibra de côco ou coxim com carvão e casca de pinus, argila expandida.


Vasos podem ser de barro ou plástico, sendo que o de barro para regiões mais úmidas pelo motivo de secar mais rápido, o de plástico para regiões onde a umidade relativa do ar e as chuvas são mais escassas.
Regas podem ser no sistema "secou, molhou", pois acredito ainda ser a melhor tática, não correndo o risco de afogá-la e propiciar o apodrecimento da raiz.

Adubação de manutenção com adubos equilibrados (8-8-8, 10-10-10, 20-20-20), adubação mais rica em fosforados (10-30-20) para auxiliar na floração (sendo aplicada de dois a três meses antes da floração).
Utilizar doses pequenas menores que o recomendado pelo fabricante é garantia de não matar a planta intoxicada.
Sempre fui adepto da adubação diária e em doses extremamente homeopáticas, acredito ser mais eficiente e menos perigoso (a mãe natureza que nos ensina assim).
Uma vez por mês jogue água em abundância nas suas orquídeas para lavar o excesso de sais que se concentra no vaso, o acúmulo de sais devido a adubações constantes podem prejudicar as raízes da planta.
Lembre-se que a adubação somente irá auxiliar e preparar a planta para a floração, pois um dos fatores mais importante para uma planta florir é a luminosidade.



Genealogia:


Árvore genealogica:


clique para ampliar



Cattleya schilleriana Rchb.f.




Gênero: Cattleya
espécie: schilleriana [skileriána]

Seu cultivo não é muito aconselhável para orquidófilos iniciantes e inexperientes devido a ser uma planta "enjoada" de se cultivar, as condições tem que ser bem controladas, pois é muito fácil de matar uma C. schilleriana.
Planta endêmica do estado do Espirito Santo e em maior concentração na bacia do rio Jucú, também pôde ser encontrada no Rio de Janeiro e Bahia, conforme descrito que um exemplar teria sido levado desta região para a Europa pelo cônsul Schiller, e documentado sua floração na cidade de Hamburgo pela primeira vez.
O nome schilleriana originou-se do nome do cônsul, e foi registrado em 1857 no Berliner Allgemeire Gartenzeitung por Reichnbach.
Apesar de não muito comum nos orquidários, pode ser encontrada em mudas com preços acessíveis pelo orquidófilo amador. Seu preço é relativamente baixo quando em muda devido a dificuldade de cultivo, se puder compre uma planta já adulta, porém o preço as vezes é meio 'salgado', então procure bem e sem pressa.
Uma boa maneira de se conseguir uma, é ganhar de presente daquele seu amigo orquidófilo, se estiver fazendo parte de uma sociedade é muito mais fácil.


Esta espécie habita uma altitude que varia entre 300 a 600 m, mas com a persistência dos orquidófilos consegue-se cultivá-la em altitudes bem diferentes.
Com tamanho bem menor que as "guttatas", "velutinas" e "schofieldianas" que também são desta região, esta se faz ser diferenciada e reconhecida.
Possui pseudobulbos pequenos, folhas coriáceas e espessas de 10 cm em média possuindo coloração verde-avermelhada.
É uma planta bifoliada extinta na natureza, a não ser que se encontre algum espécime muito bem escondido do ser humano.
O cultivo ideal seria em um ambiente com 60% de sombreamento e muita umidade relativa do ar, porém com bastante ventilação.
Uma temperatura muito boa de cultivo seria próximo dos 28°C diurno, com boa queda no período noturno (entre 10 e 15°C), tentando imitar seu habitat natural.
Ela gosta de muita luminosidade, aeração, umidade e não gosta de ficar com as raízes encharcadas por muito tempo.

Devemos regar a schilleriana sempre á tarde para dar tempo de a planta absorver a água. Quando temos sintomas de desidratação nesta espécie é muito difícil de se recuperar, seus pseudobulbos não possibilitam muita reserva alimentar, e quando murcham raramente voltam a se encher, quase que na maioria das vezes a planta é perdida.
São indicados para o seu cultivo é em nó de pinho, substratos duros ou cascas e colocada em cachepot. É recomendado não plantar a schilleriana com xaxim desfibrado ou em cubos, coxim, fibra de côco, esfagno e nem dentro de vaso, há uma grande possibilidade de ela morrer.
Existem casos e casos, a minha planta foi cultivada em vaso de plástico com substrato de cascas de pinus e com a superfície recoberta de esfagno, mantendo uma maior úmidade (veja foto acima).
Em outros 2 casos tentei cultivar em casca de peroba e não fui muito bem sucedido, estou tentando recuperar as plantas que ficaram desidradatas, e está bem difícil. Acredito que se plantada em casca e localizada em ambiente com muito boa umidade possa dar bons resultados, mas em locais como o meu em que a umidade relativa do ar é baixa na maioria do ano a briga é um pouco feia.

Comumente a sua floração que surge de uma bráctea, é de duas flores de 10 cm por pseudobulbo, porém pode chegar a 10 ou 12 flores.
Florescendo no inverno/primavera (com preferência entre os meses de setembro e outubro), suas pétalas e sépalas de cor castanho-púrpura e pintalgada são onduladas, o labelo largo de coloração lilás com amarelo ouro na base é todo riscado em tom mais claro, os lobos laterais também em lilás cobrem toda a coluna, porém existem algumas variedades como:
-caerulea (pétalas e sépalas verdes, labelo puxando para caeruleo e fundo branco).
-trilabelo (cores e listras semelhantes ao labelo, labelo e sépalas marrons com pintas rubras).
-concolor (sépalas em marrom sem máculas, labelo com raia púrpura e margem branca).
Em cruzamentos a schilleriana é muito severa, pois seu labelo poderoso é certeza de transmissão da espécie.

Alguns híbridos naturais são:
Cattleya resplendens - cruzamento com Cattleya schofieldiana Rchb.f.
Cattleya frankeana - cruzamento com Cattleya velutina Rchb.f..
Cattleya whitey - cruzamento com Cattleya warnerii Moore.
Cattleya lucieniana e Cattleya pittiae - cruzamento com Cattleya harrissoniana Bateman ex Lindley.

Cuidado com o Tenthecoris bicolor, pois a Cattleya schilleriana Rchb.f. é uma das orquídeas preferidas deles.
A adubação e a prevenção de doenças deve ser uma prioridade, pois não queremos perder uma 'jóia' como ela. O replantio deve ser sempre depois da floração quando a mesma começa emitir raízes, caso contrário a possibilidade de perda é grande.