quinta-feira, 28 de julho de 2011

Rlc Haw Yuan Gold


clone Haw Yuan Gold 'YK#2'

Gênero: Rhyncholaeliocattleya
Gênero sinônimo: Potinara
A Rhyncholaeliocattleya Haw Yuan Gold é um cruzamento entre (Rhyncholaeliocattleya Lemon Tree x Rhyncholaeliocattleya Tassie Barbero) desenvolvido pela “Haw Yuan Orchid” (Taiwan) e registrada em 1997 por C.H.Hsieh.
É uma planta unifoliada, os pseudobulbos e folhas são praticamente do mesmo tamanho medindo em média 25 cm, seu tamanho total gira em torno de 50 a 60 cm.
A floração geralmente é de duas flores por haste, podendo chegar a 18 cm de tamanho cada uma, possui flores de cor amarelo com um perfume muito leve e agradável .
A umidade entre 50 e 60% é suficiente para um bom cultivo, então a rega boa continua sendo secou/molhou.
O substrato pode ser bem variado, tipos de mix e substratos que não mantenham a umidade por muito tempo são ideais.
Pode ser usado mix com cascas de pinus, chips de côco, carvão vegetal e um pouco de esfagno (caso o clima seja muito seco).

clone Haw Yuan Gold 'YK#2'


A Haw Yuan Gold é composta por espécies das quais 83% são de luminosidade intensa, assim sendo, procure cultivar em local bem iluminado, porém sem luz direta do Sol
A temperatura ideal para um crescimento satisfatório está em uma variação noite/dia entre 14° e 29°C, com isto passa a ser um híbrido de fácil cultivo.

 
genealogia da Haw Yuan Gold

sábado, 9 de julho de 2011

Tripes

Tripes é o nome comum dado para as espécies de insetos pertencentes à ordem Thysanoptera, constituída por mais de 5000 espécies. Devido ao tamanho diminuto do seu corpo (0,5 a 10 mm), eles são difíceis de serem vistos e, quando encontrados, sua identificação é complicada. Esta ordem é dividida em duas sub-ordens: Tubulifera e Terebrantia. A sub-ordem Terebrantia é composta de sete famílias, das quais a Thripidae é a maior delas, com mais de 1700 espécies. As espécies de tripes que transmitem os tospovírus são todas classificadas na sub-família Thripinae, a mais diversa entre as subfamílias de Thripidae. A maioria dos tripes são saprofíticos, sendo somente algumas centenas relatadas como pragas de plantas cultivadas. Todas as espécies de tripes vetores de tospovírus são relatadas como pragas importantes da agricultura. Até o momento, oito espécies de apenas dois gêneros, o Frankliniella (5 espécies) e o Thrips (3 espécies), foram relatadas como transmissoras de tospovírus.

O modo de alimentação dos tripes é do tipo raspador-sugador. O aparato de alimentação é especial, consistindo de uma mandíbula e duas maxilas, formando um estilete alongado. Larvas e adultos usam a mesma técnica de furar e sugar para a sua alimentação. A mandíbula abre um buraco através do qual os estiletes mandibulares penetram na célula. O processo de alimentação dos tripes resulta em uma série de sintomas: prateamento (resultado da entrada de ar nas células vazias), pequenos ferimentos no tecido afetado e desenvolvimento de tecido endurecido em alguns frutos. Uma alta infestação de tripes pode causar deformação total das plantas, freqüentemente resultando em perda total da cultura.
Os tripes ovipositam em tecido jovem de folhas, caule, flores e frutos. O ciclo de vida dos insetos da sub-família Thripinae é composto de ovo, duas fases larvais, duas fases de pupa e o adulto. O ciclo de vida em F. occidentalis e T. tabaci é completado de ovo a adulto em 12 a 15 dias, a uma temperatura de 25 °C. Os tripes adultos podem sobreviver mais de um mês e produzir de 100 a 200 ovos durante este período.

Aqui são apresentadas algumas características das principais espécies de tripes relatadas como vetores de tospovírus. A identificação dos tripes em nível de espécie é bastante complicada, geralmente é baseada em caracteres morfológicos como número e posicionamento de setas. Para a correta classificação dos insetos faz-se necessário a montagem dos adultos em lâminas e observações em microscópio. Deve-se ressaltar que a coloração do inseto não é um parâmetro confiável de classificação, pois é altamente influenciada pela planta hospedeira e condições ambientais.

Frankliniella occidentalis:


Conhecido como tripes das flores, as fêmeas adultas de F. occidentalis medem aproximadamente 1,4mm de comprimento, enquanto os machos são menores, com 1,0 a 1,2mm. Ambos apresentam a coloração marrom clara. As setas principais pós-ocelares são tão longas quanto as setas inter-ocelares e o pente dos microtrichios da margem posterior do tergite abdominal VII é incompleto. Esta espécie foi relatada pela primeira vez no Brasil em São Paulo, em 1995. Um levantamento realizado em plantas cultivadas mostrou que esta espécie é atualmente muito comum no Distrito Federal.


Gynaikothrips ficorum:


Vulgarmente chamado de “lacerdinha”, com coloração preta, e medindo aproximadamente de 3 a 4mm são maiores que as outras espécies.


Selenothrips rubrocinctus:


Adultos com coloração marrom escuro quase preto, as ninfas são amareladas com segmentos abdominais vermelhos. Os jovens carregam uma pequena bola de excremento líquido entre os pêlos terminais do abdome.

Como os vírus são transmitidos pelo tripes?

A maior parte dos vírus que infectam plantas depende de insetos vetores para a sua disseminação. Os insetos mais comuns envolvidos na transmissão de vírus são os afídeos, cigarrinhas, besouros, moscas-brancas e tripes. Os tripes são os menores insetos deste grupo de insetos vetores. Por este motivo, o seu estudo é dificultado. Apesar de não possuir asas destinadas a vôos longos, o seu comportamento e agilidade permitem a sua sobrevivência e ampla disseminação em todo o mundo. É comum os tripes esconderem-se entre a bainha da folha e o caule, ficando protegidos de predadores e do contato com inseticidas. Os tospovírus são os principais vírus transmitidos pelos tripes de modo persistente, propagativo-circulativo.
Os vírus propagativos-circulativos não só circulam no vetor, mas também multiplicam antes de serem transmitidos. Devido à propriedade de se multiplicarem no inseto, eles podem ser considerados como vírus de insetos. T. tabaci foi o primeiro vetor de tospovírus Tomato spotted wilt virus identificado, seguido alguns anos após por espécies do gênero Frankliniella. Até o momento, oito espécies de tripes foram identificadas como vetores de tospovírus (F. occidentalis, F. schultzei, F. fusca, F. intonsa, F. bispinosa, T. tabaci, T. palmi, T. setosus). Uma particularidade interessante neste tipo de transmissão é que somente as larvas, e não os adultos, podem adquirir o vírus, isto é, os tripes da fase larval precisam se alimentar de plantas infectadas para se tornarem transmissores do vírus. A habilidade para a aquisição de tospovírus decresce com a idade das larvas, quanto mais nova a larva, maior a chance de ela se tornar um adulto transmissor. Os vírus podem ser transmitidos pelos tripes na fase final da segunda larva ou por adultos. O período médio de latência, que representa o período necessário para o inseto iniciar a transmissão do vírus, é de 84h a 171h, dependendo da temperatura. O tempo de alimentação necessário para a aquisição ou inoculação do vírus é de aproximadamente 1h. Estes parâmetros mostram que os tospovírus são transmitidos em um tempo relativamente curto quando os tripes são virulíferos, ou seja, carregam o vírus e podem transmiti-los. Uma vez que o tripes torna-se transmissor de vírus, ele tem a capacidade de transmitir indefinidamente.
Além dos tospovírus, os tripes são relatados como vetores dos seguintes fitovírus: Prunus necrotic ringspot virus, Prune dwarf virus, Tobacco streak virus, Raspberry bushy dwarf virus, Maize chlorotic mottle virus, Sowbane mosaic virus, Pelargonium flower break virus e Sweet clover necrotic mosaic virus. A maioria destes vírus é transmitida por pólen contaminado com partículas dos vírus. Os pólens contaminados podem ficar aderidos aos corpos dos tripes que transportam a flores ou outras estruturas de plantas sadias e o vírus provavelmente infecta a planta pela polinização ou por inoculação mecânica durante a alimentação do tripes. Cinco espécies de tripes, F. occidentalis, T. tabaci, T. imaginis, T. australis e Microcephalothrips abdominalis foram relatadas como vetores por esta maneira de transmissão.

O que são os tospovírus?

Os tospovírus são vírus pertencentes à família Bunyaviridae e ao gênero Tospovirus. É interessante notar que a família é formada principalmente por vírus que infectam animais e humanos e a maioria é transmitida por artrópodes. O gênero Tospovirus inclui somente vírus que infectam plantas e ao mesmo tempo os tripes, que são considerados vetores no mundo agrícola por disseminar os tospovírus.
Os tospovírus têm destacada importância em várias culturas. No início acreditava-se que existia apenas uma espécie, o Tomato spotted wilt virus, causadora da doença conhecida como vira-cabeça do tomateiro. Estudos mostraram que existem várias espécies distribuídas em todo o mundo, principalmente nas regiões tropicais. No Brasil, seis espécies de tospovírus já foram relatadas: (1) Tomato spotted wilt virus; (2) Tomato chlorotic spot virus; (3) Groundnut ringspot virus, de ocorrência generalizada em tomate, pimentão, alface, amendoim, ornamentais etc.; (4) Chrysanthemum stem necrosis virus, encontrado principalmente em tomate e crisântemo; (5) Iris yellow spot virus, um vírus encontrado em cebola no Nordeste brasileiro; e (6) Zucchini lethal chlorosis virus, um vírus de importância em cucurbitáceas em algumas regiões do Brasil.

Tatsuya Nagata,
Universidade Católica de Brasília

* Este artigo foi publicado na edição número 17 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas.



O controle do Tripes deve ser feito através de armadilhas adesivas brancas (plaquinhas) dependuradas no orquidário para apreensão dos exemplares adultos.