domingo, 30 de outubro de 2011

RLC Toshie Aoki 'Robin'






Gênero: Rhyncholaeliocattleya (RHS)
Gênero sinônimo: Brassolaeliocattleya
var: Robin

Cruzamento entre Rhyncholaeliocattleya Faye Miyamoto e Rhyncholaeliocattleya Waianae Flare, este cruzamento foi feito por Masatoshi Miyamoto (Miyamoto Orchids – Hawaii, USA) e registrado pelo Dr. A. G. Tharp ( Califórnia, USA)em janeiro de 1980.

Planta epífita, unifoliada, de porte médio (40 cm) com pseudobulbos e folhas firmes e fortes. A Toshie Aoki não é uma planta de cultivo difícil, e como a maioria dos híbridos de Cattleya pode ser considerada na coleção de orquidófilos iniciantes.
As flores têm um perfume muito discreto, estas medem em torno de 12 cm, o colorido das pétalas e sépalas é amarelo com pequeno flameado vermelho, o labelo é grande com colorido vermelho-vinho, podendo variar um pouco devido a vários clones existentes. A duração da flor é em média 20 dias.




Este híbrido é composto por espécies de temperatura média a alta, sendo assim podemos cultivá-lo em temperaturas tropicais sem problema algum, com descendência de plantas de média/alta luminosidade esta também deve manter o mesmo padrão, sendo cultivada em local bem iluminado porém abrigado do Sol direto, um sombrite de 50 a 70% será suficiente.


Genealogia:



Os híbridos de Cattleya não são muito exigentes com substrato, que podem ser: xaxim desfibrado, chips de côco, fibra de côco, esfagno, casca de pinus ou um mix composto por várias misturas dos anteriores. Somente não pode ser um único substrato que retenha água por muito tempo como o esfagno, faça um mix de acordo com o clima de sua região.
O vaso deve ser escolhido de acordo com o clima: barro para local mais úmido e plástico para o local mais seco. Não plante em cachepot, pois estes híbridos não se dão muito bem com eles.

A adubação deve seguir os mesmos padrões que são adotados para a maioria das Cattleyas.

Cattleya Aqui-finn 'nature's best'





Gênero: Cattleya (RHS)
Gênero sinônimo: Laeliocattleya

Hibrido resultante do cruzamento entre a Cattleya Suavior e a Cattleya Irene Finney(1964), realizado e registrado por Hausermann’s Orchids Inc. (Illinois, USA)em jan/1974.
A variação nature’s Best recebeu o prêmio ACC/AOC em 1978, com uma planta que possuía 5 inflorescências e 24 flores, cada flor medindo em média de 14cm.
Planta epífita de pseudobulbos fortes, ovais e levemente sulcados, que medem em torno de 15cm, folhas de aproximadamente 25cm de comprimento.
As flores com colorido branco e violeta-purpura são um atrativo para os olhos, possuindo um perfume suave e agradável.




Utilizar substratos porosos como para a maioria das Cattleyas, como: mix (fibra de côco, carvão, casca de pinus, esfagno), fibra de xaxim, fibra de côco, chips de côco.
Utilize no fundo do vaso brita, argila expandida, isopor, etc..., para a drenagem funcionar melhor.
 A Cattleya Aqui-finn é descendente de espécies de alta luminosidade, sendo assim, prefere ser cultivada em ambiente com boa iluminação, mas não no Sol direto.
 Quanto à temperatura ideal, levando-se em conta o mesmo critério anterior de antecedentes, ela prefere um clima mais ameno, com temperaturas entre 18 e 25ºC.
A umidade relativa do ar ideal para cultivo está entre 50 e 60%, aguardar o substrato secar entre as regas.
Fazer adubação de manutenção a cada 15 dias com adubos de formulação equilibrada. Lembre-se que o que faz a diferença não é a quantidade de adubo aplicado, e sim a regularidade na aplicação. Doses homeopáticas trazem mais benefícios do que doses maciças (que podem até matar sua plantinha).

Genealogia:

Oncidium sphacelatum





Gênero: Oncidium
Espécie: sphacelatum

Região de origem: México, Belize, Guatemala, El Salvador e Honduras. No México, esta orquídea é encontrada em baixas altitudes, geralmente abaixo de 1.000 m, na fronteira com o Golfo do México a partir de San Luis Potosí e Veracruz sul, normalmente crescendo em árvores. As plantas são comuns em toda Belize, onde elas crescem em árvores e rochas, em matagais ou florestas até 800 m. Na Guatemala, estas crescem tanto no Golfo quanto nas encostas do Pacífico.

Aspecto vegetativo: Epífita e as vezes litófita, Planta grande e robusta, suas hastes normalmente chegam a 1 MT, seus pseudobulbos de 10 a 18 cm de comprimento por 2,5 a 3,5 cm de largura são ligeiramente achatados, sulcados e com bordas “afiadas”. A base é coberta por bainhas que podem ou não ser folhas. O crescimento é bem agrupado e com uma ramificação forte do rizoma.
As folhas rígidas, eretas e pontiagudas em forma de cinta medem em torno de 35 a 60 cm de comprimento por 2,0 a 3,5 cm de largura.




Floração: Flores com perfume muito leve, são de cor amarela brilhante com manchas marrom-escuro a vermelho-marrom na metade basal das sépalas e pétalas, e uma faixa marrom-avermelhada no istmo do lábio; As sépalas e pétalas são um pouco reflexionadas nas pontas, os segmentos têm margens ligeiramente onduladas. O lábio amplo em forma de violino é raso e trilobado. No local de origem costuma florescer no início do ano (jan/fev), aqui em MG o meu floresceu em outubro.




Substrato: As plantas podem ser cultivadas em vasos, cachepot , montado em cortiça ou palito de xaxim. A maioria das espécies de oncidiuns tem melhor cultivo quando montados em tocos de árvore ou de xaxim, sendo assim, precisam de maior umidade e regas diárias para não ressecarem, no verão com tempo seco podem necessitar de até duas vezes ao dia.
Quando plantado em vaso o substrato pode ser de muitos tipos diferentes, desde que tenha uma secagem rápida e não acumule água por muito tempo.
No cultivo dê preferência a local úmido e sombreado, porém com muita luminosidade.
 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cattleya Ken Dream



Gênero: (C)Cattleya (nome atualmente aceito pela RHS/KEW)
              (SLC) Sophrolaeliocattleya (Sander).
Variedade: Hamlet

A Cattleya Ken Dream foi registrada por Kenji Shimatani (Tokyo, Japan) em 02/12/1992, é um cruzamento entre Cattleya Persepolis x Cattleya Beaufort.(colocar foto das duas).

'Ken Dream' é composta por espécies dos quais a maioria é de alta luminosidade e pequena porcentagem é de luminosidade média, sendo assim é melhor tentar cultivar este híbrido em condições de muita luz, porém indireta. Um sombreamento entre 25% e 50% são os mais indicados para este cultivo.

As espécies que originaram a Ken Dream pertencem a temperaturas intermediárias, então a cultive em temperaturas entre 14°C e 25°C se possível, e umidade em torno de 60 %.
Este híbrido é bem flexível, cabendo a nós tentarmos uma condição mais próxima possível da citada acima para obtermos maior sucesso em seu cultivo.

Substratos podem ser bem variados ela não é muito exigente com eles também: casca de pinus, xaxim desfibrado, mix de fibra de côco ou coxim com carvão e casca de pinus, argila expandida.


Vasos podem ser de barro ou plástico, sendo que o de barro para regiões mais úmidas pelo motivo de secar mais rápido, o de plástico para regiões onde a umidade relativa do ar e as chuvas são mais escassas.
Regas podem ser no sistema "secou, molhou", pois acredito ainda ser a melhor tática, não correndo o risco de afogá-la e propiciar o apodrecimento da raiz.

Adubação de manutenção com adubos equilibrados (8-8-8, 10-10-10, 20-20-20), adubação mais rica em fosforados (10-30-20) para auxiliar na floração (sendo aplicada de dois a três meses antes da floração).
Utilizar doses pequenas menores que o recomendado pelo fabricante é garantia de não matar a planta intoxicada.
Sempre fui adepto da adubação diária e em doses extremamente homeopáticas, acredito ser mais eficiente e menos perigoso (a mãe natureza que nos ensina assim).
Uma vez por mês jogue água em abundância nas suas orquídeas para lavar o excesso de sais que se concentra no vaso, o acúmulo de sais devido a adubações constantes podem prejudicar as raízes da planta.
Lembre-se que a adubação somente irá auxiliar e preparar a planta para a floração, pois um dos fatores mais importante para uma planta florir é a luminosidade.



Genealogia:


Árvore genealogica:


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Cattleya schilleriana Rchb.f.




Gênero: Cattleya
espécie: schilleriana [skileriána]

Seu cultivo não é muito aconselhável para orquidófilos iniciantes e inexperientes devido a ser uma planta "enjoada" de se cultivar, as condições tem que ser bem controladas, pois é muito fácil de matar uma C. schilleriana.
Planta endêmica do estado do Espirito Santo e em maior concentração na bacia do rio Jucú, também pôde ser encontrada no Rio de Janeiro e Bahia, conforme descrito que um exemplar teria sido levado desta região para a Europa pelo cônsul Schiller, e documentado sua floração na cidade de Hamburgo pela primeira vez.
O nome schilleriana originou-se do nome do cônsul, e foi registrado em 1857 no Berliner Allgemeire Gartenzeitung por Reichnbach.
Apesar de não muito comum nos orquidários, pode ser encontrada em mudas com preços acessíveis pelo orquidófilo amador. Seu preço é relativamente baixo quando em muda devido a dificuldade de cultivo, se puder compre uma planta já adulta, porém o preço as vezes é meio 'salgado', então procure bem e sem pressa.
Uma boa maneira de se conseguir uma, é ganhar de presente daquele seu amigo orquidófilo, se estiver fazendo parte de uma sociedade é muito mais fácil.


Esta espécie habita uma altitude que varia entre 300 a 600 m, mas com a persistência dos orquidófilos consegue-se cultivá-la em altitudes bem diferentes.
Com tamanho bem menor que as "guttatas", "velutinas" e "schofieldianas" que também são desta região, esta se faz ser diferenciada e reconhecida.
Possui pseudobulbos pequenos, folhas coriáceas e espessas de 10 cm em média possuindo coloração verde-avermelhada.
É uma planta bifoliada extinta na natureza, a não ser que se encontre algum espécime muito bem escondido do ser humano.
O cultivo ideal seria em um ambiente com 60% de sombreamento e muita umidade relativa do ar, porém com bastante ventilação.
Uma temperatura muito boa de cultivo seria próximo dos 28°C diurno, com boa queda no período noturno (entre 10 e 15°C), tentando imitar seu habitat natural.
Ela gosta de muita luminosidade, aeração, umidade e não gosta de ficar com as raízes encharcadas por muito tempo.

Devemos regar a schilleriana sempre á tarde para dar tempo de a planta absorver a água. Quando temos sintomas de desidratação nesta espécie é muito difícil de se recuperar, seus pseudobulbos não possibilitam muita reserva alimentar, e quando murcham raramente voltam a se encher, quase que na maioria das vezes a planta é perdida.
São indicados para o seu cultivo é em nó de pinho, substratos duros ou cascas e colocada em cachepot. É recomendado não plantar a schilleriana com xaxim desfibrado ou em cubos, coxim, fibra de côco, esfagno e nem dentro de vaso, há uma grande possibilidade de ela morrer.
Existem casos e casos, a minha planta foi cultivada em vaso de plástico com substrato de cascas de pinus e com a superfície recoberta de esfagno, mantendo uma maior úmidade (veja foto acima).
Em outros 2 casos tentei cultivar em casca de peroba e não fui muito bem sucedido, estou tentando recuperar as plantas que ficaram desidradatas, e está bem difícil. Acredito que se plantada em casca e localizada em ambiente com muito boa umidade possa dar bons resultados, mas em locais como o meu em que a umidade relativa do ar é baixa na maioria do ano a briga é um pouco feia.

Comumente a sua floração que surge de uma bráctea, é de duas flores de 10 cm por pseudobulbo, porém pode chegar a 10 ou 12 flores.
Florescendo no inverno/primavera (com preferência entre os meses de setembro e outubro), suas pétalas e sépalas de cor castanho-púrpura e pintalgada são onduladas, o labelo largo de coloração lilás com amarelo ouro na base é todo riscado em tom mais claro, os lobos laterais também em lilás cobrem toda a coluna, porém existem algumas variedades como:
-caerulea (pétalas e sépalas verdes, labelo puxando para caeruleo e fundo branco).
-trilabelo (cores e listras semelhantes ao labelo, labelo e sépalas marrons com pintas rubras).
-concolor (sépalas em marrom sem máculas, labelo com raia púrpura e margem branca).
Em cruzamentos a schilleriana é muito severa, pois seu labelo poderoso é certeza de transmissão da espécie.

Alguns híbridos naturais são:
Cattleya resplendens - cruzamento com Cattleya schofieldiana Rchb.f.
Cattleya frankeana - cruzamento com Cattleya velutina Rchb.f..
Cattleya whitey - cruzamento com Cattleya warnerii Moore.
Cattleya lucieniana e Cattleya pittiae - cruzamento com Cattleya harrissoniana Bateman ex Lindley.

Cuidado com o Tenthecoris bicolor, pois a Cattleya schilleriana Rchb.f. é uma das orquídeas preferidas deles.
A adubação e a prevenção de doenças deve ser uma prioridade, pois não queremos perder uma 'jóia' como ela. O replantio deve ser sempre depois da floração quando a mesma começa emitir raízes, caso contrário a possibilidade de perda é grande.





sábado, 20 de agosto de 2011

Slc Golden Acclaim 'Richella'






Gênero: Cattleya
Gênero sinônimo: Sophrolaeliocattleya (SLC)
Cruzamento entre a Cattleya Tangerine Jewel  e Cattleya Ann Follis foi registrada por Richella em 1989.
Planta de pequeno porte, possuindo normalmente duas flores por espata que medem em torno de 8cm e duram aproximadamente 20 dias.
A umidade boa para cultivo está entre 50 e 60%, cultivada em vaso de plástico o substrato que utilizo é um mix de fibra e chips de côco, carvão e esfagno. Quanto à rega é sempre a velha e boa tática do ‘secou, molhou’.
Lembre-se que vasos de plástico demoram mais para secar que os de barro, então se você mora em locais onde a umidade é alta ou o clima é mais frio, aconselho a utilizar vaso de barro.
Devido a seus ancestrais serem de cultivo em boa luminosidade, cultive-a em local bem iluminado, porém utilizando sombrite de 50% quando a Sol direto.
A Golden Acclaim gosta de temperaturas amenas que ficam entre 14°C e 24 °C, porém aceita temperaturas acima destas desde que a noite tenha uma queda suave e refrescante.





A adubação deve ser criteriosa, utilizar adubo sempre em doses menores que as indicadas no produto, é uma boa tática. É melhor utilizar adubo em todas as regas em doses homeopáticas do que uma dose maciça esporadicamente.
Particularmente utilizo adubo em todas as regas, porém em concentrações muito baixa. Com adubos líquidos faço o uso de seringa de 1ml para alcançar diluições de até 100 vezes menor.





terça-feira, 9 de agosto de 2011

Cochonilhas

É talvez a praga que mais tira o sono dos orquidófilos, e se não for cuidada com atenção seus estragos são significativos, em alguns casos levando a planta à morte.

As cochonilhas são insetos de pequeno porte que se mantêm em colônias, fixam-se na planta logo que nascem passando a sugá-la continuamente com voracidade, e injetando toxinas. Decorrente do processo de alimentação as cochonilhas excretam substâncias açucaradas que acabam favorecendo o desenvolvimento de fumagina (doença que ocorre em vegetais, que tem como causa o desenvolvimento de fungos de coloração escura), e com estas substâncias açucaradas atraem formigas que servirão de agentes disseminadores.

O sexo da cochonilha é identificado na fase adulta, pois as fêmeas são ápteras (não tem asas) e os machos alados. As reproduções apesar de ser normalmente sexuada, existem espécies onde os machos não são conhecidos. As fêmeas são ovíparas ou ovovivíparas (animal que se reproduz por ovos, mas que os conserva nas suasem suas vias genitais até a eclosão dos filhos, desenvolvendo-se o embrião graças unicamente às reservas acumuladas no ovo).

As cochonilhas encontradas em orquídeas são divididas em dois grupos: com carapaça e sem carapaça.

As do grupo com carapaça possuem um escudo revestindo o seu corpo proporcionando uma proteção muito eficiente. Algumas espécies deste grupo são: Diaspis boisduvalii Signoret, Parlatoria proteus, Chrysomphalus fícus, Pseudoparlatoria parlatorioides, Furcaspis biformis

As cochonilhas sem carapaça têm o corpo nú revestidos com uma camada cerosa ou pulverulenta onde podemos citar as espécies:  Asterolecanium epidendri;. Icerya brasiliensis; Coccus pseudohesperidium; Planococcus sp.; Platinglisia noacki e Saissetia sp..

O melhor controle é o preventivo fazendo-se uso de repelentes (ex. óleo de neem), eliminação de formigas e limpezas de manutenção.

Quando as plantas já estiverem infectadas poderá ser feita limpeza com escova de dentes e uma solução de água com sabão de côco, pulverizações com óleo mineral em concentrações a 1%, aplicação de inseticidas fosforados e inseticidas sistêmicos em casos mais graves.

Abaixo estão algumas espécies de cochonilhas:

Fêmeas adultas de Diaspis boisduvalii



Colônia de Diaspis boisduvalii



Grupo de machos de Diaspis boisduvalii



Danos causados por Diaspis boisduvalii



Chrysomphalus ficus Ashmead



Furcaspis biformis



Parlatoria_proteus



Pseudoparlatoria parlatorioides


Apesar de as cochonilhas serem um problema no cultivo das orquídeas e causarem muitos estragos, vamos ser ponderados no que diz respeito à combatê-las. Existem muitas receitas para matar cochonilhas porém, não podemos esquecer que o mesmo remédio que cura, também mata.
Evite produtos muito forte como querosene, gasolina, óleo diesel, etc..., até matam as cochonilhas, mas também podem matar a planta dependendo da dosagem.
Quando quiser utilizar produto químico, visite a loja de produtos agrícolas mais próxima e oriente-se com o profissional agrônomo, ele certamente terá um produto específico para o seu caso. No caso da falta deste, procure orientação com um orquidário especializado de sua preferência.
A melhor atitude sería fazer parte de uma associação orquidófila, pois lá é o lugar onde certamente terá todas as informações e dicas de um bom cultivo, sem contar com as grandes amizades que fará.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Rlc Haw Yuan Gold


clone Haw Yuan Gold 'YK#2'

Gênero: Rhyncholaeliocattleya
Gênero sinônimo: Potinara
A Rhyncholaeliocattleya Haw Yuan Gold é um cruzamento entre (Rhyncholaeliocattleya Lemon Tree x Rhyncholaeliocattleya Tassie Barbero) desenvolvido pela “Haw Yuan Orchid” (Taiwan) e registrada em 1997 por C.H.Hsieh.
É uma planta unifoliada, os pseudobulbos e folhas são praticamente do mesmo tamanho medindo em média 25 cm, seu tamanho total gira em torno de 50 a 60 cm.
A floração geralmente é de duas flores por haste, podendo chegar a 18 cm de tamanho cada uma, possui flores de cor amarelo com um perfume muito leve e agradável .
A umidade entre 50 e 60% é suficiente para um bom cultivo, então a rega boa continua sendo secou/molhou.
O substrato pode ser bem variado, tipos de mix e substratos que não mantenham a umidade por muito tempo são ideais.
Pode ser usado mix com cascas de pinus, chips de côco, carvão vegetal e um pouco de esfagno (caso o clima seja muito seco).

clone Haw Yuan Gold 'YK#2'


A Haw Yuan Gold é composta por espécies das quais 83% são de luminosidade intensa, assim sendo, procure cultivar em local bem iluminado, porém sem luz direta do Sol
A temperatura ideal para um crescimento satisfatório está em uma variação noite/dia entre 14° e 29°C, com isto passa a ser um híbrido de fácil cultivo.

 
genealogia da Haw Yuan Gold

sábado, 9 de julho de 2011

Tripes

Tripes é o nome comum dado para as espécies de insetos pertencentes à ordem Thysanoptera, constituída por mais de 5000 espécies. Devido ao tamanho diminuto do seu corpo (0,5 a 10 mm), eles são difíceis de serem vistos e, quando encontrados, sua identificação é complicada. Esta ordem é dividida em duas sub-ordens: Tubulifera e Terebrantia. A sub-ordem Terebrantia é composta de sete famílias, das quais a Thripidae é a maior delas, com mais de 1700 espécies. As espécies de tripes que transmitem os tospovírus são todas classificadas na sub-família Thripinae, a mais diversa entre as subfamílias de Thripidae. A maioria dos tripes são saprofíticos, sendo somente algumas centenas relatadas como pragas de plantas cultivadas. Todas as espécies de tripes vetores de tospovírus são relatadas como pragas importantes da agricultura. Até o momento, oito espécies de apenas dois gêneros, o Frankliniella (5 espécies) e o Thrips (3 espécies), foram relatadas como transmissoras de tospovírus.

O modo de alimentação dos tripes é do tipo raspador-sugador. O aparato de alimentação é especial, consistindo de uma mandíbula e duas maxilas, formando um estilete alongado. Larvas e adultos usam a mesma técnica de furar e sugar para a sua alimentação. A mandíbula abre um buraco através do qual os estiletes mandibulares penetram na célula. O processo de alimentação dos tripes resulta em uma série de sintomas: prateamento (resultado da entrada de ar nas células vazias), pequenos ferimentos no tecido afetado e desenvolvimento de tecido endurecido em alguns frutos. Uma alta infestação de tripes pode causar deformação total das plantas, freqüentemente resultando em perda total da cultura.
Os tripes ovipositam em tecido jovem de folhas, caule, flores e frutos. O ciclo de vida dos insetos da sub-família Thripinae é composto de ovo, duas fases larvais, duas fases de pupa e o adulto. O ciclo de vida em F. occidentalis e T. tabaci é completado de ovo a adulto em 12 a 15 dias, a uma temperatura de 25 °C. Os tripes adultos podem sobreviver mais de um mês e produzir de 100 a 200 ovos durante este período.

Aqui são apresentadas algumas características das principais espécies de tripes relatadas como vetores de tospovírus. A identificação dos tripes em nível de espécie é bastante complicada, geralmente é baseada em caracteres morfológicos como número e posicionamento de setas. Para a correta classificação dos insetos faz-se necessário a montagem dos adultos em lâminas e observações em microscópio. Deve-se ressaltar que a coloração do inseto não é um parâmetro confiável de classificação, pois é altamente influenciada pela planta hospedeira e condições ambientais.

Frankliniella occidentalis:


Conhecido como tripes das flores, as fêmeas adultas de F. occidentalis medem aproximadamente 1,4mm de comprimento, enquanto os machos são menores, com 1,0 a 1,2mm. Ambos apresentam a coloração marrom clara. As setas principais pós-ocelares são tão longas quanto as setas inter-ocelares e o pente dos microtrichios da margem posterior do tergite abdominal VII é incompleto. Esta espécie foi relatada pela primeira vez no Brasil em São Paulo, em 1995. Um levantamento realizado em plantas cultivadas mostrou que esta espécie é atualmente muito comum no Distrito Federal.


Gynaikothrips ficorum:


Vulgarmente chamado de “lacerdinha”, com coloração preta, e medindo aproximadamente de 3 a 4mm são maiores que as outras espécies.


Selenothrips rubrocinctus:


Adultos com coloração marrom escuro quase preto, as ninfas são amareladas com segmentos abdominais vermelhos. Os jovens carregam uma pequena bola de excremento líquido entre os pêlos terminais do abdome.

Como os vírus são transmitidos pelo tripes?

A maior parte dos vírus que infectam plantas depende de insetos vetores para a sua disseminação. Os insetos mais comuns envolvidos na transmissão de vírus são os afídeos, cigarrinhas, besouros, moscas-brancas e tripes. Os tripes são os menores insetos deste grupo de insetos vetores. Por este motivo, o seu estudo é dificultado. Apesar de não possuir asas destinadas a vôos longos, o seu comportamento e agilidade permitem a sua sobrevivência e ampla disseminação em todo o mundo. É comum os tripes esconderem-se entre a bainha da folha e o caule, ficando protegidos de predadores e do contato com inseticidas. Os tospovírus são os principais vírus transmitidos pelos tripes de modo persistente, propagativo-circulativo.
Os vírus propagativos-circulativos não só circulam no vetor, mas também multiplicam antes de serem transmitidos. Devido à propriedade de se multiplicarem no inseto, eles podem ser considerados como vírus de insetos. T. tabaci foi o primeiro vetor de tospovírus Tomato spotted wilt virus identificado, seguido alguns anos após por espécies do gênero Frankliniella. Até o momento, oito espécies de tripes foram identificadas como vetores de tospovírus (F. occidentalis, F. schultzei, F. fusca, F. intonsa, F. bispinosa, T. tabaci, T. palmi, T. setosus). Uma particularidade interessante neste tipo de transmissão é que somente as larvas, e não os adultos, podem adquirir o vírus, isto é, os tripes da fase larval precisam se alimentar de plantas infectadas para se tornarem transmissores do vírus. A habilidade para a aquisição de tospovírus decresce com a idade das larvas, quanto mais nova a larva, maior a chance de ela se tornar um adulto transmissor. Os vírus podem ser transmitidos pelos tripes na fase final da segunda larva ou por adultos. O período médio de latência, que representa o período necessário para o inseto iniciar a transmissão do vírus, é de 84h a 171h, dependendo da temperatura. O tempo de alimentação necessário para a aquisição ou inoculação do vírus é de aproximadamente 1h. Estes parâmetros mostram que os tospovírus são transmitidos em um tempo relativamente curto quando os tripes são virulíferos, ou seja, carregam o vírus e podem transmiti-los. Uma vez que o tripes torna-se transmissor de vírus, ele tem a capacidade de transmitir indefinidamente.
Além dos tospovírus, os tripes são relatados como vetores dos seguintes fitovírus: Prunus necrotic ringspot virus, Prune dwarf virus, Tobacco streak virus, Raspberry bushy dwarf virus, Maize chlorotic mottle virus, Sowbane mosaic virus, Pelargonium flower break virus e Sweet clover necrotic mosaic virus. A maioria destes vírus é transmitida por pólen contaminado com partículas dos vírus. Os pólens contaminados podem ficar aderidos aos corpos dos tripes que transportam a flores ou outras estruturas de plantas sadias e o vírus provavelmente infecta a planta pela polinização ou por inoculação mecânica durante a alimentação do tripes. Cinco espécies de tripes, F. occidentalis, T. tabaci, T. imaginis, T. australis e Microcephalothrips abdominalis foram relatadas como vetores por esta maneira de transmissão.

O que são os tospovírus?

Os tospovírus são vírus pertencentes à família Bunyaviridae e ao gênero Tospovirus. É interessante notar que a família é formada principalmente por vírus que infectam animais e humanos e a maioria é transmitida por artrópodes. O gênero Tospovirus inclui somente vírus que infectam plantas e ao mesmo tempo os tripes, que são considerados vetores no mundo agrícola por disseminar os tospovírus.
Os tospovírus têm destacada importância em várias culturas. No início acreditava-se que existia apenas uma espécie, o Tomato spotted wilt virus, causadora da doença conhecida como vira-cabeça do tomateiro. Estudos mostraram que existem várias espécies distribuídas em todo o mundo, principalmente nas regiões tropicais. No Brasil, seis espécies de tospovírus já foram relatadas: (1) Tomato spotted wilt virus; (2) Tomato chlorotic spot virus; (3) Groundnut ringspot virus, de ocorrência generalizada em tomate, pimentão, alface, amendoim, ornamentais etc.; (4) Chrysanthemum stem necrosis virus, encontrado principalmente em tomate e crisântemo; (5) Iris yellow spot virus, um vírus encontrado em cebola no Nordeste brasileiro; e (6) Zucchini lethal chlorosis virus, um vírus de importância em cucurbitáceas em algumas regiões do Brasil.

Tatsuya Nagata,
Universidade Católica de Brasília

* Este artigo foi publicado na edição número 17 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas.



O controle do Tripes deve ser feito através de armadilhas adesivas brancas (plaquinhas) dependuradas no orquidário para apreensão dos exemplares adultos.

domingo, 19 de junho de 2011

Pulgão

Uma das pragas mais comuns em orquídeas são os pulgões com aproximadamente 3mm de tamanho, a coloração pode ser variada, porém, a mais comum nas orquídeas é a escura com um tipo de franja branca parecendo uma cochonilha, possuem antenas e aparelho bucal próprio para sugar vegetais. A maioria não tem asas, porém, os que possuem migram de planta para planta quando a colônia está muito cheia.



cerataphis_lataniae(Boisduval)


Uma fêmea de pulgão dissemina cerca de 100 ninfas por dia durante um período que pode variar de 20 a 30 dias. Estas ninfas começam a comer e crescer mudando rapidamente o crescimento e atingindo fase de reprodução entre sete a dez dias.

Quando uma colônia começa a ficar com superlotação começam aparecer as formas aladas, que irão procurar novos locais para formar colônias.
O ciclo de desenvolvimento dos pulgões é afetado pela temperatura, somente no outono são produzidos alguns machos, estes acasalam preparando novos filhotes para a próxima temporada.
Uma matriarca pode gerar em torno de 1000 pulgões por ano.

Pulgões e formigas fazem um belo par, os pulgões excretam açucares em forma de melada e as formigas se alimentam deste, aí então as formigas acabam se tornando fiéis defensores e disseminadores dos pulgões.
Então se tem formiga por perto, fique alerta contra pulgão, pois os dois são cúmplices.



Pulgões e formigas convivem pacificamente


Sintomas:

Insetos fáceis de ser detectados, pois com desenvolvimento muito rápido produzem colônias em pouco tempo, que se alimentam da planta principalmente de partes em crescimento, base de gemas, flores e parte inferior das folhas.
Os pulgões sugam a seiva da planta fazendo-as ficarem fracas e com desenvolvimento prejudicado, liberam toxinas que provoca o enrolamento das folhas e assim criando um local de proteção para eles contra predadores.

Combate:

A prevenção é a melhor forma de evitar problemas com pulgão.
Comprar plantas “limpas” e eliminar formigas do seu orquidário é uma boa prática, podemos também utilizar calda de fumo, óleo de Neem ou óleo mineral. A calda de fumo pode ser feito em casa ou ser comprada pronta em lojas especializadas de jardinagem ou produtos agrícolas.


Receita de calda de fumo:

Ferver + - 100g de fumo de rolo picado em um litro de água, depois de esfriar acrescente uma colher de chá de sabão de coco em pó e borrife as plantas infectadas (ferve-se o fumo, pois pode ser portador do vírus do tabaco).

Pode ser utilizado também spray doméstico, tipo mata mosca, baratas, etc, feito à base de água, nunca querosene.



**Quando utilizar produto químico tenha todos os cuidados necessários de prevenção de acidentes, utilize: luvas, máscaras, roupas de mangas compridas e boné.
Retire crianças e animais de perto.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Premiados da I Orquídea Fest de Uberaba

1º colocados da I Orquídea Fest de Uberaba e I Salão da Cattleya walkeriana.

Todos  foram presenteados com Troféu "ROU" e produtos Black& Decker













 

I Salão da Cattleya walkeriana de Uberaba - R.O.U.

O 1º Salão da Cattleya walkeriana de Uberaba contou com a participação dos mais renomados cultivadores e orquidófilos de Minas Gerais e São Paulo.
Dentre eles, Cesar Wenzel, André L. Cavasini e Fernando Terra Manzan.
No evento foi dado o Troféu "MÁRIO ARRUDA MENDES" para a melhor walkeriana, em homenagem ao grande homem e ícone na orquidofilia de Uberaba e de todo o mundo.


TROFÉU 'MÁRIO ARRUDA MENDES'
Cattleya walkeriana var. caerulea 'Clara Cavasini'
Proprietário: Alcides Cavasini Filho e André L. Cavasini - Guará (SP)

Também foram premiadas as walkerianas em mais cinco categorias:

Categoria alba e albescens

1º Lugar
Cattleya walkeriana var. albescens 'Dani'
Proprietário: Marcelo Terra Manzan
Roda dos Orquidólogos de Uberaba - ROU

2º Lugar
Cattleya walkeriana var. albescens 'Gabriela Terra'
Proprietário: Marcelo Terra Manzan

Roda dos Orquidólogos de Uberaba - ROU

3º Lugar
Cattleya walkeriana var. albescens 'Beguela'
Proprietário: Fernando Terra Manzan
Roda dos Orquidólogos de Uberaba - ROU


Categoria caerulea e caerulescens

1º Lugar
Cattleya walkeriana var. caerulea 'Cintia Cavasini'
Proprietário: Fernando Terra Manzan
Roda dos Orquidófilos de Uberaba - ROU

2º Lugar
Cattleya walkeriana var. caerulea 'Sofia Cavasini'
Proprietário: Fernando Terra Manzan
Roda dos Orquidologos de Uberaba - ROU
 
3º Lugar
Cattleya walkeriana var. caerulea 'Coruripe'
Proprietário: Alcides Cavasini Filho e André L. Cavasini
Guará - SP


Categoria semialba, suave e suavíssima


1º Lugar
Cattleya walkeriana var. semialba 'Rafaela Donato'
Proprietário: Fernando Terra Manzan
Roda dos Orquidólogos de Uberaba - ROU

2º Lugar
Cattleya walkeriana var. suave flamea 'Kate Princess'
Proprietário: Elias Donato Neto
Poços de Caldas - MG

3º Lugar
Cattleya walkeriana var. suave 'Wellington Batista'
Proprietário: Elias Donato Neto
Poços de Caldas - MG


Categoria lilás



1º Lugar
Cattleya walkeriana tipo
Proprietário: Custódio Nilton Gonçalves
Itaúna - MG

2º Lugar
Cattleya walkeriana tipo 'Jericoacoara'
Proprietário: Alcides Cavasini Filho e André L. Cavasini
Guará - SP

3º Lugar
Cattleya walkeriana tipo 'Serra do Cipó'
Proprietário: Alcides Cavasini Filho e André L. Cavasini
Guará - SP


Categoria outras variedades
 
 
1º Lugar
Cattleya walkeriana var. suave flamea 'Pintura'
Proprietário: Edson Ferraz
Mairiporã - SP

2º Lugar
Cattleya walkeriana var. vinicolor
Proprietário: Fernando Terra Manzan
Roda dos Orquidólogos de Uberaba - ROU
 
3º Lugar
Cattleya walkeriana var. vinicolor 'Brejão'
Proprietário: Alcides Cavasini Filho e André L. Cavasini
Guará - SP