sábado, 27 de novembro de 2010

Laelia tenebrosa


Originária do Brasil, seu habitat se estendia do sul da Bahia ao norte do Espirito Santo, antes de ser praticamente dizimada pelo desmatamento e colheita predatória.
Hoje raramente vemos uma “tenebrosa” na natureza (para não dizer quase impossível).

Uma “senhorita” imponente, forte, que atinge facilmente 40 cm, simpodial epífita com flores vistosas, perfumadas e de colorido que chama a atenção. As flores de cor bronze, acobreada ou castanho, com labelo de cor púrpura escura misturada com rosa, fazem jus ao nome “tenebrosa”.










O colorido da Laelia tenebrosa é lindo até mesmo quando ainda em botão.


Floresce geralmente na primavera/verão produzindo de 2 a 5 flores por espata, podendo medir até 20 cm. A Laelia tenebrosa não tem muito problema com a temperatura, podendo suportar bem temperaturas entre 18ºC e 30ºC. Quanto a luminosidade é preferível que o sombreamento seja entre 50% e 70%.

Regas e adubação podem ser as mesmas que são dadas as ”purpuratas”, a umidade acima de 60% é benéfica para ela.

Vasos e substratos para cultura não diferem das “purpuratas” (lembrando que a escolha do vaso depende também de sua região, pois vaso de barro mantém menos umidade que os de plástico).

Planta em sua 1ª floração

domingo, 21 de novembro de 2010

Laelia purpurata


Laelia purpurata var. carnea


Original da região litorânea (Mata Atlântica) desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, sendo Santa Catarina seu maior habitat e no Paraná praticamente inexistente.

Originalmente comum na maior parte desta faixa, há relatos de que eram tão abundantes que podiam crescer até próximo da areia das praias, mas a colheita excessiva e a destruição do seu habitat fizeram com que estas sejam encontradas somente em árvores altas em locais de difícil acesso.

Planta simpodial epífita de grande porte que tem em média 60 cm de altura, e quando bem cultivada pode atingir até 100 cm. Com pseudobulbos fortes e resistentes, folhas vistosas e firmes, a Brasilaelia purpurata normalmente produz de 2 a 5 flores por haste, podendo raramente atingir até 8 flores por haste.


A floração é na primavera/verão, sendo o final de ano sua melhor época. As flores de grande beleza são de médio/grande porte, atingindo facilmente 15 cm e podendo chegar até 25 cm. Sua duração é entre 10 a 15 dias.

As purpuratas preferem ar úmido, grandes luminosidade e temperaturas não muito altas, sendo apreciado até um friozinho de leve. Não gosta de Sol direto, um sombreamento leve até 50% é benéfico

As plantas cultivadas devem ser regadas com freqüência, especialmente quando estão em crescimento ativo, mas as raízes devem sempre secar entre as regas.

A água pode ser reduzida um pouco durante e imediatamente após a floração, mas a planta nunca deve permanecer seca por muito tempo.

Substratos: o substrato tem que ser bem arejado e em vasos não muito fundo, pode-se usar xaxim desfibrado ou em cubos sozinhos ou acompanhados por britas, cascalhos ou carvão em pedaços.

A adubação deve ser feita com critério apesar de a purpurata gostar de um “adubinho”. Aplicar adubação com um pouquinho mais de cálcio e magnésio umas três vezes por ano, pois a planta tende a deficiência destes elementos.

As variações de cor das purpuratas são grandes, e vão do branco até a púrpura escura (ex. cárnea, rubra, alba, suave, vinícolor, cóncolor, sanguínea, etc.). A variedade de formas é tão grande quanto às cores (ex. áurea, margináta, striata, venosa, oculáta, aneláta, multiforme, etc.).