terça-feira, 25 de maio de 2010

Cattleya percivaliana 'Karen Graf x Summit'


Gênero: Cattleya
Nome: percivaliana
var: ‘Karen Graf’ x ‘Summit’
A Cattleya percivaliana foi descoberta em 1881 por William Arnold, as plantas foram encontradas nos Andes venezuelanos.
Quando originalmente descrita por Reichenbach, um ano depois, foi dado apenas como variedade, pois Reichenbach defendeu o conceito de que todas as cattleyas labiadas eram apenas variedades da Cattleya labiata, um conceito que persistiu até o século XX.
Em 1883 James O'Brien da Gardener's Chronicle, deu-lhe um estatuto específico na mesma publicação em que Reichenbach havia mencionado pela primeira vez.
É uma espécie das montanhas do noroeste venezuelano, embora tenha sido relatado na vizinha Colômbia também. A espécie é geralmente encontrada entre 1400 - 2000 metros, mas é adaptável a altitudes mais baixas. Geralmente cresce como epífita, mas também é encontrada crescendo em penhascos rochosos onde recebe sol quase cheio.

A Cattleya percivaliana é uma planta simpodial, epífita ou litófita, e um pouco menor do que as outras cattleyas labiadas com a altura total em torno de 30cm. As flores são produzidas de 2 a 6 no outono ou inverno no hemisfério norte(onde são por muitas vezes referenciadas como orquídeas do natal), no hemisfério sul florescem de março até a primavera. A forma das flores é geralmente melhor do que a forma típica de outras cattleyas labiadas
Embora a cor típica seja lavanda, existem inúmeras outras cores e variedades premiadas como C. percivaliana 'Cúpula' FCC/AOS sendo talvez a mais conhecida; Outra notável é a C. percivaliana esbranquiçada 'Sonia de Urbano', que tem vários prémios no seu país natal, as flores têm o menor traço de cor compensada por um lábio dourado. A C. percivaliana 'Carache é uma conhecida semi-alba com um lábio ricamente colorido, a cor dos lábios se aproximando de vinho de Borgonha.

A Cattleya percivaliana é uma espécie fácil de cultivar e encontrada em qualquer coleção que inclui cattleyas, possui inflorescência média, folhas de 25 cm, e pseudobulbo com cerca de 15 cm de comprimento; As flores são atrativas, bem moldadas e podem ser de até 12 cm de diâmetro, normalmente de curta duração (15 dias). Possui um característico odor de percevejo(Maria fedida), que para muitos é desagradável. Sépalas e pétalas são aproximadamente do mesmo tamanho, mas as pétalas são 2 a 3 vezes mais largas e o labelo é de 5 a 7 cm de comprimento .

Luminosidade: Relatórios indicam que a Cattleya percivaliana as vezes cresce em pleno Sol, e muitos produtores relatam que elas não prospera a menos que cresça sob o Sol quase pleno. Deve-se fazer sombreamento para evitar queimaduras solares, mas proporcionar o maior índice de luz que pudermos com boa circulação de ar. Elas são bem cultivadas com apenas cerca de 30% de sombra.

Temperaturas: no verão dias com média de 23 a 26ºC, média das noites de 14ºC, com uma variação entre 9-11ºC.

Umidade: Ideal próximo de 80% durante todo o ano.

Rega: de moderada a mais pesada no verão , mas para os meses de inverno as condições devem ser um pouco mais seca. A água deve ser reduzida quando as plantas começam a florescer. Regar as plantas 3 ou 4 vezes por semana durante o período vegetativo e um pouco menos durante o inverno.

Fertilização: de 1/4 a 1/2 da medida recomendada, aplicadas semanalmente. A adubação equilibrada ou com alto teor de nitrogênio é benéfica entre a primavera e o verão, mas um fertilizante rico em fosfatos deve ser usado no final do verão.
No período de descanso as plantas cultivadas necessitam de menos água, mas não deve ficar seco por muitos dias, os fertilizantes devem ser reduzidos ou eliminados até na primavera.

Substrato: As plantas são geralmente cultivadas em vasos, cestas rasas (cachepots) preenchidos com substrato poroso grosso, arejado, de rápida drenagem , meio que permite que as raízes sequem rapidamente após a rega.

Os vasos devem ser para 1 a 2 anos, pois vasos grandes permanecem molhados por muito tempo após a rega. Como resultado, as raízes não secam rápido o suficiente e acaba-se perdendo a planta com podridão radicular. A maioria dos produtores recomendam o uso do abeto de grau médio ou fibra de samambaia(xaxim), outros recomendam uma mistura de casca com perlite cerca de 10% e carvão vegetal adicionado.
As plantas podem ser cultivadas montadas em estacas de xaxim, ou placas, mas a alta umidade deve ser mantida durante todo o ano e as plantas regadas pelo menos uma vez por dia no verão(em caso de região muito quente).
Reenvazamento ou divisão devem ser feitas somente quando está começando o crescimento das raízes novas.



Meu cultivo:
Cultivo a planta em vaso de plástico com substrato de xaxim desfibrado procurando manter um grau de umidade maior devido ao clima quente e seco da minha região.
Adubação quinzenal com adubo Peter’s 20-20-20 para manutenção(0,5 gr/l).
Regas a cada 3 dias mantendo umidade alta sem encharcamento do substrato.
Sombreamento com tela de 50% mantendo a luminosidade alta sem exposição direta ao Sol.

domingo, 9 de maio de 2010

Rlc Goldenzelle 'Taida'


Gênero: Rhyncholaeliocattleya
Gênero sinônimo: Brassolaeliocattleya
Nome: goldenzelle
Cruzamento entre (Rhyncholaeliocattleya fortune x Cattleya horace), registrado em 1982 por John W. Hanes(Hanes Orchids of Distinction) California, USA.
A flor do clone 'Taida' começa abrindo verde e depois vai ficando amarela, porém sempre mantendo-se um pouco esverdeada, essa é uma de suas características.
Muitas vezes é confundida com o clone 'High Noon', uma das diferenças entre elas é o labelo, que na 'Taida' possui mancha de cor roxa enquanto no 'High Noon' é de cor carmim.
As flores nascem de espata verde, geralmente no final do verão.

Luminosidade e temperatura:
Procure cultivar este híbrido em condições de luz indireta.
Gosta de meia sombra, calor, boa umidade ambiental e temperatura entre 14°C e 29°C.
A Rlc goldenzelle é descendente de espécies das quais 91% são de temperaturas intermediárias, 86% de temperaturas baixas e 63% de altas temperaturas.

Rega e umidade:
As plantas adultas devem secar entre as regas, e umidade entre 50% a 60% é o ideal.
Cultive em vaso com boa drenagem, o substrato pode ser casca, xaxim desfibrado, argila expandida, pedra de carvão vegetal ou uma combinação destes.

A fertilização com períodos semanais devem ser fracas (de 1/4 a 1/2 da dose normal).

Genealogia:


nota: este é um hibrido complexo, e a porcentagem de espécies atribuida não são iguais ao codigo genético atual da espécie.
Fonte: AOS(American Orchid Society)

Meu cultivo:
Rego quando o substrato fica quase seco, mantenho a meia sombra sob sombrite de 50%.
Adubação quinzenal com adubo Peters 20-20-20 (dosagem 0,5 gr/l) para manutenção, e Peters 10-30-20 (dosagem 0,5 gr/l) aproximadamente 2 meses antes da floração prevista.
As flores da foto tem 12cm e duraram 17 dias, e ao findar desta, a planta emitiu mais 01 botão em outro pseudobulbo.

Abril/2010


Abril/2010