sábado, 4 de dezembro de 2010

Cattleya pão de açucar


Registrado por Florália Orquídeas Reunidas em 1992, a Cattleya pão de açúcar é um híbrido resultante do cruzamento entre a Cattleya Kerchoveana  e a  Cattleya Brabantiae, que por sua vez também são cruzamentos.

Cattleya kerchoveana:
cruzamento entre Cattleya schofieldiana x Cattleya schilleriana.

Cattleya Brabantiae:
cruzamento entre Cattleya aclandiae x Cattleya loddigesii.

Genealogia:


A Cattleya pão de açucar gosta de um clima temperado com temperaturas não muito altas, uma média de 22ºC seria muito bom, mas nada impede dela florescer com temperaturas acima desta, o cultivo entre 18ºC e 28ºC são aceitáveis com uma boa rega, boa umidade e sombreamento de 50% em média.

Planta epífita, simpodial, bifoliada de pequeno/médio porte, ficando por volta de 40 cm. Com flor muito bonita que tem em média 10 cm, a Cattleya pão de açúcar é muito chamativa aos olhos devido ao seu colorido, mesmo não possuindo perfume.
A duração das flores gira em torno de 15 dias e a época de floração é indeterminada. A minha planta já por dois anos floresce no final da primavera.
O vaso pode depender muito do local de cultivo, indo do vaso de barro (secagem rápida) ao vaso de plástico (secagem mais lenta), e o substrato pode variar entre xaxim desfibrado ou em cubos, esfagno, misto de chips de côco com pínus e carvão.




sábado, 27 de novembro de 2010

Laelia tenebrosa


Originária do Brasil, seu habitat se estendia do sul da Bahia ao norte do Espirito Santo, antes de ser praticamente dizimada pelo desmatamento e colheita predatória.
Hoje raramente vemos uma “tenebrosa” na natureza (para não dizer quase impossível).

Uma “senhorita” imponente, forte, que atinge facilmente 40 cm, simpodial epífita com flores vistosas, perfumadas e de colorido que chama a atenção. As flores de cor bronze, acobreada ou castanho, com labelo de cor púrpura escura misturada com rosa, fazem jus ao nome “tenebrosa”.










O colorido da Laelia tenebrosa é lindo até mesmo quando ainda em botão.


Floresce geralmente na primavera/verão produzindo de 2 a 5 flores por espata, podendo medir até 20 cm. A Laelia tenebrosa não tem muito problema com a temperatura, podendo suportar bem temperaturas entre 18ºC e 30ºC. Quanto a luminosidade é preferível que o sombreamento seja entre 50% e 70%.

Regas e adubação podem ser as mesmas que são dadas as ”purpuratas”, a umidade acima de 60% é benéfica para ela.

Vasos e substratos para cultura não diferem das “purpuratas” (lembrando que a escolha do vaso depende também de sua região, pois vaso de barro mantém menos umidade que os de plástico).

Planta em sua 1ª floração

domingo, 21 de novembro de 2010

Laelia purpurata


Laelia purpurata var. carnea


Original da região litorânea (Mata Atlântica) desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, sendo Santa Catarina seu maior habitat e no Paraná praticamente inexistente.

Originalmente comum na maior parte desta faixa, há relatos de que eram tão abundantes que podiam crescer até próximo da areia das praias, mas a colheita excessiva e a destruição do seu habitat fizeram com que estas sejam encontradas somente em árvores altas em locais de difícil acesso.

Planta simpodial epífita de grande porte que tem em média 60 cm de altura, e quando bem cultivada pode atingir até 100 cm. Com pseudobulbos fortes e resistentes, folhas vistosas e firmes, a Brasilaelia purpurata normalmente produz de 2 a 5 flores por haste, podendo raramente atingir até 8 flores por haste.


A floração é na primavera/verão, sendo o final de ano sua melhor época. As flores de grande beleza são de médio/grande porte, atingindo facilmente 15 cm e podendo chegar até 25 cm. Sua duração é entre 10 a 15 dias.

As purpuratas preferem ar úmido, grandes luminosidade e temperaturas não muito altas, sendo apreciado até um friozinho de leve. Não gosta de Sol direto, um sombreamento leve até 50% é benéfico

As plantas cultivadas devem ser regadas com freqüência, especialmente quando estão em crescimento ativo, mas as raízes devem sempre secar entre as regas.

A água pode ser reduzida um pouco durante e imediatamente após a floração, mas a planta nunca deve permanecer seca por muito tempo.

Substratos: o substrato tem que ser bem arejado e em vasos não muito fundo, pode-se usar xaxim desfibrado ou em cubos sozinhos ou acompanhados por britas, cascalhos ou carvão em pedaços.

A adubação deve ser feita com critério apesar de a purpurata gostar de um “adubinho”. Aplicar adubação com um pouquinho mais de cálcio e magnésio umas três vezes por ano, pois a planta tende a deficiência destes elementos.

As variações de cor das purpuratas são grandes, e vão do branco até a púrpura escura (ex. cárnea, rubra, alba, suave, vinícolor, cóncolor, sanguínea, etc.). A variedade de formas é tão grande quanto às cores (ex. áurea, margináta, striata, venosa, oculáta, aneláta, multiforme, etc.).

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cattleya x dolosa


Cattleya x dolosa --- Rchb.f., Xenia Orchid. 2: 224 (1874).
Cattleya x dolosa é um híbrido natural que ocorre naturalmente no estado de Minas Gerais, decorrente do cruzamento de Cattleya loddigesii e Cattleya walkeriana.
É um cruzamento primário, isto é, resultado do cruzamento de duas plantas naturais (espécies).
As C. x dolosas preferem ser cultivadas como se fossem walkeriana e não como loddigesii, mesmo naquelas em que a planta não tem tanta aparência de walkeriana.
Novamente cruzada com a Cattleya loddigesii forma o híbrido natural Cattleya x o'brieniana.
Planta de pequeno porte pode ser cultivada com facilidade em clima temparado ou quente, com muita luz, muita ventilação e rega durante o período de crescimento e redução bastante drástica durante o inverno.
Vegeta excepcionalmente bem quando instalada em casca de árvore.

Floração:
Outono/inverno mas pode florescer mais de uma vez ao ano.
Uma ou duas flores de 8 a 10cm de diâmetro em inflorescência que surge no ápice de um pseudobulbo maduro terminal.
As pétalas e as sépalas são róseo-purpúreas ou rosa-lilás. O labelo creme com veios púrpura ametista é trilobado, sendo que os lóbulos laterais são eretos.

    Planta com botões e um tutor para sustentação

Substrato:
Casca de peroba, xaxim desfibrado, e no caso de casca de peroba dentro de vaso adicionar um pouco de brita.

Sombreamento de 50%, a dolosa gosta de muita luz e boa circulação de ar,

Adubação:
Metade da dose recomendada pelo fabricante quinzenalmente, adubos mais nitrogenados para crescimento e mais fosfatados para ajudar na floração (aplicado uns 3 meses antes desta)

***atençao: não adianta colocar adubo para floração em plantas jovens, aguarde sua primeira floração para assim ficar sabendo sua época certa.

  Dentro de um cachepot, atrai olhares até dos menos atenciosos

Cattleya lueddemanniana



Cattleya lueddemanniana Rchb.f., Xenia Orchid. 1: 29 (1854).
Planta originária da Venezuela, a Cattleya lueddemanniana é uma unifoliada de médio porte que mede em torno de 30 cm, possuem flores de perfume muito agradável e que podem chegar até 20 cm de diâmetro. Sépalas e pétalas são aproximadamente do mesmo comprimento, mas as sépalas são bem mais finas comparadas com as pétalas enrugadas, que são cerca de três vezes maior. O labelo é grande e chamativo e se dobram para dentro para formar um tubo ao redor da coluna. A coloração das sépalas e pétalas varia entre leve a médio-escuro de um clone para o outro (clones muito escuros são extremamente raros).
O labelo geralmente é da mesma cor das sépalas e pétalas sendo um pouco mais leve na cor perto de sua base. No meio do labelo, existem duas grandes semicirculares amarelo pálido próximo das margens. Na parte de baixo e no meio do labelo existem listras roxas, que terminam em veias irregularmente escuras. Os babados do labelo são normalmente marcados com manchas escuras irregulares e manchas roxas que, ocasionalmente, fundem-se para aparecer solidamente coloridas.
Clones branco conhecida como var. alba têm cor branca pura com uma mancha amarela na garganta.
A coluna tem um apêndice vasto em sua ponta sobre a capa da antera. Esta característica é tão exclusiva que pode ser usado para distinguir a Cattleya lueddemanniana de todas as outras espécies de Cattleya.

A lueddemanniana aceita vários substratos sendo assim não há muito problema para encontrar o mais adequado a sua plantinha.
Os mais indicados são: Xaxim desfibrado ou em cubos, coxim, misturas bem arejadas, etc.

Quanto a temperatura nada de locais frios, ela gosta de calor, muita luz, e muito ar fresco.
Sombreamento em torno de 50%.

Adubação:
Mantenha sempre o bom senso, adubação de menos o efeito é demorado, porém em excesso "mata"

                                 Cattleya lueddemanniana rubra 'self' - primeira floração

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Guarianthe aurantiaca



Cattleya aurantiaca
(Bateman ex Lindl.) P.N.Don, Florist's J. 1840: 185 (1840).
Guarianthe aurantiaca
(Bateman ex Lindl.) Dressler & W.E.Higgins, Lankesteriana 7: 38 (2003).

Planta de pequeno a médio porte, bifoliada, epífitas e ocasionamente rupícolas, são originárias de El Salvador , México, Guatemala, encontrada em florestas tropicais e montanhas baixas.

Floração:
A floração geralmente é no inverno ou início da primavera.
São as menores flores do gênero Cattleya com aproximadamente 4cm de diâmetro, e hastes que podem chegar a conter até 12 flores cada.
A cor das sépalas e pétalas vai do amarelo até o laranja-avermelhado, o labelo tem a mesma cor possuindo venações vermelhas ou púrpuras.
Devido a possuir cores brilhantes, é muito usada para cruzamento com espécies de flores maiores para obtenção de híbridos.
Considerada uma planta fácil de ser cultivada e bastante tolerante às variações de temperatura.
Uma curiosidade na aurantiaca é a autopolinização que ocorre com certa frequencia, e as flores não chegam a abrir totalmente (foto abaixo).


Umidade:
Prefere umidade média de 65% no inverno e acima desta entre primavera e outono.

Rega:
As plantas cultivadas podem ser molhadas constantemente durante o crescimento, mas as raízes devem ter a condição de secar rapidamente após a rega. Devemos diminuir a água no inverno.
A freqüência de rega irá variar consideravelmente em diferentes locais de crescimento, dependendo da temperatura, humidade, circulação do ar, níveis de luz, tamanho do vaso, etc.

Adubação:
Quantidades pequenas entre 1/4 e 1/2 da dose recomendada pelos fabricantes podem ser ofertadas semanalmente. Fertilizantes com mais nitrogênio entre primavera e verão são mais indicados, e os mais fosfatados são indicados no outono.

Substrato:
Como substrato pode-se utilizar xaxim desfibrado, cascas com pedaços de carvão grande, chips de côco.
As plantas são geralmente cultivadas em vasos ou cachepot bem arejados, com meio de drenagem que permite que as raízes sequem rapidamente após a rega.
Devemos usar vaso com espaço para apenas 1 ou 2 anos de crescimento, porque vasos maiores permanecem molhados por muito tempo após a rega, podendo ocasionar podridão radicular devido as raízes demorarem para secar.

Divisão: deve ser feita somente quando o crescimento das raízes novas está começando. Isso permite que a planta se reestabeleça no menor tempo possível com o mínimo de stress. Se perturbada na hora errada muitas Cattleyas bifoliadas parecem sentir muito o processo levando até a morte da planta.

                                   flores de espata verde ou seca na mesma planta

Meu cultivo:
Devido ao grande calor da minha região, cultivo plantada em vaso de plástico com substrato de xaxim desfibrado e musgo.
Rega de 1 a 2 vezes por semana, o sombreamento que uso é de 50%.
A adubação é feita com Peters 20-20-20 (0,5gr/l) quinzenalmente para manutenção da planta, na época que antecede a floração é alterada para a formula 10-30-20 uns 2 ou 3 meses antes do previsto para a mesma.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Cattleya percivaliana 'Karen Graf x Summit'


Gênero: Cattleya
Nome: percivaliana
var: ‘Karen Graf’ x ‘Summit’
A Cattleya percivaliana foi descoberta em 1881 por William Arnold, as plantas foram encontradas nos Andes venezuelanos.
Quando originalmente descrita por Reichenbach, um ano depois, foi dado apenas como variedade, pois Reichenbach defendeu o conceito de que todas as cattleyas labiadas eram apenas variedades da Cattleya labiata, um conceito que persistiu até o século XX.
Em 1883 James O'Brien da Gardener's Chronicle, deu-lhe um estatuto específico na mesma publicação em que Reichenbach havia mencionado pela primeira vez.
É uma espécie das montanhas do noroeste venezuelano, embora tenha sido relatado na vizinha Colômbia também. A espécie é geralmente encontrada entre 1400 - 2000 metros, mas é adaptável a altitudes mais baixas. Geralmente cresce como epífita, mas também é encontrada crescendo em penhascos rochosos onde recebe sol quase cheio.

A Cattleya percivaliana é uma planta simpodial, epífita ou litófita, e um pouco menor do que as outras cattleyas labiadas com a altura total em torno de 30cm. As flores são produzidas de 2 a 6 no outono ou inverno no hemisfério norte(onde são por muitas vezes referenciadas como orquídeas do natal), no hemisfério sul florescem de março até a primavera. A forma das flores é geralmente melhor do que a forma típica de outras cattleyas labiadas
Embora a cor típica seja lavanda, existem inúmeras outras cores e variedades premiadas como C. percivaliana 'Cúpula' FCC/AOS sendo talvez a mais conhecida; Outra notável é a C. percivaliana esbranquiçada 'Sonia de Urbano', que tem vários prémios no seu país natal, as flores têm o menor traço de cor compensada por um lábio dourado. A C. percivaliana 'Carache é uma conhecida semi-alba com um lábio ricamente colorido, a cor dos lábios se aproximando de vinho de Borgonha.

A Cattleya percivaliana é uma espécie fácil de cultivar e encontrada em qualquer coleção que inclui cattleyas, possui inflorescência média, folhas de 25 cm, e pseudobulbo com cerca de 15 cm de comprimento; As flores são atrativas, bem moldadas e podem ser de até 12 cm de diâmetro, normalmente de curta duração (15 dias). Possui um característico odor de percevejo(Maria fedida), que para muitos é desagradável. Sépalas e pétalas são aproximadamente do mesmo tamanho, mas as pétalas são 2 a 3 vezes mais largas e o labelo é de 5 a 7 cm de comprimento .

Luminosidade: Relatórios indicam que a Cattleya percivaliana as vezes cresce em pleno Sol, e muitos produtores relatam que elas não prospera a menos que cresça sob o Sol quase pleno. Deve-se fazer sombreamento para evitar queimaduras solares, mas proporcionar o maior índice de luz que pudermos com boa circulação de ar. Elas são bem cultivadas com apenas cerca de 30% de sombra.

Temperaturas: no verão dias com média de 23 a 26ºC, média das noites de 14ºC, com uma variação entre 9-11ºC.

Umidade: Ideal próximo de 80% durante todo o ano.

Rega: de moderada a mais pesada no verão , mas para os meses de inverno as condições devem ser um pouco mais seca. A água deve ser reduzida quando as plantas começam a florescer. Regar as plantas 3 ou 4 vezes por semana durante o período vegetativo e um pouco menos durante o inverno.

Fertilização: de 1/4 a 1/2 da medida recomendada, aplicadas semanalmente. A adubação equilibrada ou com alto teor de nitrogênio é benéfica entre a primavera e o verão, mas um fertilizante rico em fosfatos deve ser usado no final do verão.
No período de descanso as plantas cultivadas necessitam de menos água, mas não deve ficar seco por muitos dias, os fertilizantes devem ser reduzidos ou eliminados até na primavera.

Substrato: As plantas são geralmente cultivadas em vasos, cestas rasas (cachepots) preenchidos com substrato poroso grosso, arejado, de rápida drenagem , meio que permite que as raízes sequem rapidamente após a rega.

Os vasos devem ser para 1 a 2 anos, pois vasos grandes permanecem molhados por muito tempo após a rega. Como resultado, as raízes não secam rápido o suficiente e acaba-se perdendo a planta com podridão radicular. A maioria dos produtores recomendam o uso do abeto de grau médio ou fibra de samambaia(xaxim), outros recomendam uma mistura de casca com perlite cerca de 10% e carvão vegetal adicionado.
As plantas podem ser cultivadas montadas em estacas de xaxim, ou placas, mas a alta umidade deve ser mantida durante todo o ano e as plantas regadas pelo menos uma vez por dia no verão(em caso de região muito quente).
Reenvazamento ou divisão devem ser feitas somente quando está começando o crescimento das raízes novas.



Meu cultivo:
Cultivo a planta em vaso de plástico com substrato de xaxim desfibrado procurando manter um grau de umidade maior devido ao clima quente e seco da minha região.
Adubação quinzenal com adubo Peter’s 20-20-20 para manutenção(0,5 gr/l).
Regas a cada 3 dias mantendo umidade alta sem encharcamento do substrato.
Sombreamento com tela de 50% mantendo a luminosidade alta sem exposição direta ao Sol.

domingo, 9 de maio de 2010

Rlc Goldenzelle 'Taida'


Gênero: Rhyncholaeliocattleya
Gênero sinônimo: Brassolaeliocattleya
Nome: goldenzelle
Cruzamento entre (Rhyncholaeliocattleya fortune x Cattleya horace), registrado em 1982 por John W. Hanes(Hanes Orchids of Distinction) California, USA.
A flor do clone 'Taida' começa abrindo verde e depois vai ficando amarela, porém sempre mantendo-se um pouco esverdeada, essa é uma de suas características.
Muitas vezes é confundida com o clone 'High Noon', uma das diferenças entre elas é o labelo, que na 'Taida' possui mancha de cor roxa enquanto no 'High Noon' é de cor carmim.
As flores nascem de espata verde, geralmente no final do verão.

Luminosidade e temperatura:
Procure cultivar este híbrido em condições de luz indireta.
Gosta de meia sombra, calor, boa umidade ambiental e temperatura entre 14°C e 29°C.
A Rlc goldenzelle é descendente de espécies das quais 91% são de temperaturas intermediárias, 86% de temperaturas baixas e 63% de altas temperaturas.

Rega e umidade:
As plantas adultas devem secar entre as regas, e umidade entre 50% a 60% é o ideal.
Cultive em vaso com boa drenagem, o substrato pode ser casca, xaxim desfibrado, argila expandida, pedra de carvão vegetal ou uma combinação destes.

A fertilização com períodos semanais devem ser fracas (de 1/4 a 1/2 da dose normal).

Genealogia:


nota: este é um hibrido complexo, e a porcentagem de espécies atribuida não são iguais ao codigo genético atual da espécie.
Fonte: AOS(American Orchid Society)

Meu cultivo:
Rego quando o substrato fica quase seco, mantenho a meia sombra sob sombrite de 50%.
Adubação quinzenal com adubo Peters 20-20-20 (dosagem 0,5 gr/l) para manutenção, e Peters 10-30-20 (dosagem 0,5 gr/l) aproximadamente 2 meses antes da floração prevista.
As flores da foto tem 12cm e duraram 17 dias, e ao findar desta, a planta emitiu mais 01 botão em outro pseudobulbo.

Abril/2010


Abril/2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Rlc George King 'Serendipity' AM/AOS


Gênero: Rhyncholaeliocattleya
Gênero sinônimo: Brassolaeliocattleya
Nome: George King
var: serendipity
Cruzamento: Rhyncholaeliocattleya Buttercup x Cattleya Bob Betts (por George A. King 1970).
Planta de médio porte, resistente, de fácil cultivo e adaptável a uma vasta gama de condições, com 2 a 3 flores grandes em cada inflorescência que nascem de espata verde.
As flores abrem em um rosa muito suave e ao longo dos primeiros dias vão acentuando a cor salmom, que é de extrema beleza.
Sendo muito perfumada sua fragrância toma todo o ambiente, e o pai 'Rhyncholaelia digbyana' mesmo sendo de quarta geração mantém a doce fragrância cítrica  inconfundível.
A mãe Cattleya Bob Betts, é um híbrido de quinta geração que envolve apenas três espécies: Cattleya mossiae, Cattleya gaskelliana e Cattleya trianae.
Embora a Cattleya Bob Betts tenha produzido um número notável de híbridos, parece que a maioria dos esforços estava voltado para descendentes brancos.
Qualquer resultado colorido produzido parece ser uma conseqüência do inesperado, ou o capricho de criadores que usaram a Cattleya Bob Betts devido à sua forma, tamanho e substância.
Assim, a bela cor deste híbrido deve vir do pai Rlc Buttercup, que é cruzamento da Rlc Primate x Rlc Golden Myth, na Rlc. Buttercup ambos sugerem tons rosa ou um avermelhado das peças florais.
Este seria certamente o esperado quando olhamos para a sua genealogia de uma dúzia de espécies, que inclui os muito coloridos como Sophronitis cinnabarina4 e 5. harpophylla5, bem como C. bicolor e, claro, C. dowiana(25%).
O que é interessante sobre a Rlc George King é que nunca se viu produzirem flores defeituosas, ou seja, flores deformadas com tecido extra nas pétalas.
Isto bem poderia ser devido à reputação da Rlc Primate que é como um antídoto para a proliferação de defeitos.
Existe também um clone amarelo deste híbrido que é a Rlc George King 'Southern Cross'.

Genealogia:




Meu cultivo:
Plantada em vaso de plástico, substrato de xaxim desfibrado com um pouco de esfagno.
Rego quando o substrato fica quase seco, mantida a meia sombra com períodos de Sol direto sob sombrite de 50%.
Adubação feita quinzenalmente com adubo Peters 20-20-20 (dosagem 0,5 gr/l) para manutenção, e Peters 10-30-20 (dosagem 0,5 gr/l) aproximadamente 2 meses antes da floração prevista.
Esta floração(abr/2010) foi comtemplada com 2 flores + 2 flores separadas por um período de 12 dias.
As duas primeiras flores duraram 17 dias.
Alteração notada: ao passar dos dias, as flores foram puxando a tonalidade mais para o rosa, não sei se devido ao fato de eu ter colocado a planta dentro de casa e a alteração da luminosidade afetou sua tonalidade.

Planta em 10/abril com duas flores de 15cm e 2 botões.

Planta em 22/abril com duas flores de 15cm e duas de 10cm

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Oncidium Sharry Baby "Sweet Fragance"


Cruzamento: (Oncidium Jamie Sutton x Oncidium Honolulu), registrado em 1983 por Dorothy A. O'Flaherty da Beall Orchid Co. Inc. (U.S.A.).
Conhecida como orquídea chocolate pelo seu perfume de baunilha que lembra chocolate e, também, por orquídea palhaço pela semelhança de sua flor com um palhacinho.
Epífita gosta de tempo frio, meia sombra e umidade constante. Suas flores são pequenas não passando de 5cm, em cacho pendente que pode chegar até 1,2mt.
Floresce geralmente no outono e a floração dura de 30 a 45 dias.

Genealogia:



            
Meu cultivo:
Mantenho em local ventilado, com luz e substrato de casca de pinus com esfagno sempre úmido.
A floração da foto possui 31 flores que ainda estão abrindo, o perfume toma todo ambiente da sala (local onde está).


Rth Pokai Tangerine 'Lea'





      
Gênero: Rhyncattleanthe
Gênero sinônimo: Brassolaeliocattleya
Cruzamento: Cattlianthe(Lc) Chicanery x Rhyncholaeliocattleya (BLC) Waikiki Gold (Miyamoto -1985).
Epífita de pseudobulbos cilindricos de até 50cm com 2 ou 3 folhas, perfume doce, portando normalmente de 3 a 7 flores pequenas por haste que não passam de 6cm. Sua coloração é laranja brilhante com labelo um pouco dourado.
Esta planta é apropriada para o cultivo em ambientes fechados e requer solo constantemente úmido, não deixe secar muito entre as regas.
Ela gosta de sombra com luminosidade boa, umidade e temperatura de moderada a quente.
Bem adubada pode florescer até duas vezes ao ano, esta floração da foto iniciou em 05/abr/2010.

Genealogia:




Meu cultivo: plantada em vaso de barro, substrato de xaxim desfribrado, mix e com um pouco de esfagno no fundo do vaso para manter um pouco de umidade.

        



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Potinara Burana Beauty 'Burana' HCC/AOS



Gênero:Rhyncattleanthe
Gênero sinonimo: Potinara
Cruzamento:(Pot. Netrasiri Starbright x C. Netrasiri Beauty ) registrada em 1996 por Mr. Phongthom Buranaraktham (Thailand).
Planta de belíssimo porte possuindo flores amarelas com pétalas e labelo manchado de vermelho, exala uma fragrância suave de lírios do vale com um toque de limão.
Prefere iluminação média a alta com sombreamento de 50%, temperatura média a quente, umidade relativa do ar de preferência acima dos 50%.
Pode florescer até duas vezes por ano na primavera e outono, geralmente sua floração vai de 2 a 5 flores em média, com tamanho em torno de 6cm, floresce em pseudobulbos com ou sem bainha e necessita de reenvaze a cada dois anos, a melhor época é após início da brotação.

Genealogia:


nota: este é um hibrido complexo, e a porcentagem de espécie atribuida não são iguais ao código genético atual da espécie.
Fonte: AOS(American Orchid Society)



Meu cultivo:
Plantada em vaso de barro com substrato de xaxim desfibrado com argila espandida no fundo.
A rega depende, pois tem época que o substrato não aguenta sequer 1 dia sem ficar sequinho, aí é água nele, o sombreamento que uso é de 70%.
A adubação foi feita com Peters 30-10-10 (0,5gr/l) e vitamina B (10 gt/l) até esta primeira floração, sendo que será alterada para 20-20-20 (0,5gr/l) quinzenalmente para manutenção da planta, na época que antecede a floração será alterada para 10-30-20 uns 2 ou 3 meses antes do previsto para a mesma.
Esta primeira floração foram 2 flores de 6cm que vieram direto sem bainha, duraram 16 dias.
Independente da forma, cor ou outro defeito que possa aparecer em uma primeira floração, a espera pela mesma é o que vale, como se fosse o nascimento do primeiro filho, é o milagre da vida!

Dendrobium Aggregatum




Dendrobium lindley (Steud, 1840) mais conhecido como Dendrobium aggregátum.
Possui características morfológicas muito diferentes da maioria das espécies do gênero.
Planta Epifita com crescimento simpodial medindo de 10 a 20cm, os pseudobulbos vão de 5 a 10cm de comprimento, crescendo agrupados junto ao substrato.
Folhas rígidas verde acinzentadas com media de 7cm sendo somente uma por pseudobulbo.
A inflorescência nasce na lateral do pseudobulbo com média de 15 a 30cm de comprimento, e sendo maior que a planta tende a ficar arqueado para baixo.
As flores em quantidade média de 10 a 14 por inflorescência medem em torno de 2,5 a 5,0cm, sua durabilidade é normalmente de 2 a 3 semanas quando mantido em local fresco e exalam uma fragrância suave de mel.
A cor pode variar nas bordas de quase branco ao laranja, mas normalmente tendem ao amarelo, o labelo é mais alaranjado quando mais próximo da base podendo ficar mais forte com a idade.



Origem/habitat:
Difundido através do sudeste da Ásia, incluindo Sikkim, Butão, nordeste da Índia, Birmânia,Tailândia, Laos, Vietnam e sudoeste da China.

Substrato:
Deve de preferência ser plantado em placa de xaxim ou casca de madeira como peroba, embaixo do plantio pode-se colocar um pouco de esfagno para manter leve umidade;Também podem ser plantados em vasos com fácil drenagem tendo como substrato o xaxim em pedaços, casca e esfagno entre outros.
O reenvazamento deve ser evitado pois quanto maior a touceira maior sua beleza, mas, se for replantar faça-o após a floração e nunca deixe menos que 4 pseudobulbos.

Regas:
Regar quando secar o substrato, devendo ser pulverizado água diariamente mantendo-o sempre úmido caso plantado em plaquinha ou casca.

Período de descanso:
As regas devem ser quase eliminadas no período de inverno, sendo aumentada a incidência de luz o quanto possível, eliminar também a adubação neste período, desta maneira será induzida a inflorescência na primavera, caso não for obedecido este período a planta pode gerar keikes ao invés de flores.

Adubação:
Metade da dose recomendada pode ser administrada semanalmente, adubação nitrogenada com microelementos é benéfico entre a primavera e o verão, mas um fertilizante rico em fosfatos deve ser utilizados no final do outono e início do inverno.

Umidade:
A umidade deve ser alta no verão, devendo ser pulverizada pelo menos uma vez ao dia neste período.
O ideal é de 80-85% durante a estação de crescimento, caindo para 60-65% no inverno e início da primavera.

Temperatura:
De levemente frio a quente, podendo ficar em média dos 30ºC de dia e 15ºC a noite.

Iluminação:
Necessitam de muita iluminação e boa circulação de ar, devendo ter um sombreamento para proteção no período da primavera ao outono, mas mantendo a iluminação tão elevada quanto a planta suportar sem queimar as folhas.

Meu cultivo:

A planta está em vaso de barro com substrato misto de xaxim desfibrado com um pouco de esfagno, devido ao calor intenso na região do triangulo mineiro.
O sombreamento é de 70%, sendo que cai para 50% no fim de tarde.
As regas são quase que diárias, pois no calor intenso a minha regra é nunca ficar com sede.
Esta floração foi na primavera (out/09), somente 1 pendão com 9 flores de 3cm, acredito eu que por ser uma planta nova e ser sua segunda floração.
Utilizo adubo Peters 20-20-20 quinzenal com metade da dose recomendada( 0,5 gr/l) na manutenção.



Segunda floração


Floração setembro 2012



Floração setembro 2012




Floração setembro 2016